quarta-feira, 25 de julho de 2007

- E essa é uma história de amor

“Poderíamos trocar beijos que seriam cheios de carinho e sedução e sem enganação porque ambos conhecem a verdade. Não sei mais por onde caminhar...”.

Recebi essa mensagem às duas horas e treze minutos da madrugada do dia três de dezembro de dois mil e seis.

Amor: do Latim amore é a viva afeição que nos impele para o objeto dos nossos desejos; inclinação da alma e do coração; objeto da nossa afeição; paixão; afeto; inclinação exclusiva.

Essa era a confirmação do desejo dela. Eu era o objeto dela. Nesse dia ficamos. Ficamos de tarde até a noite. Ela de bota, short preto, um cinto que ela havia acabado de ganhar (que por sinal não se parecia nada com ela), camiseta - da segunda cor que ela mais gosta - brincos, anéis, batom, maquiagem e um beijo. Isso, eu a vi de longe, caminhei na direção dela, disse oi e dei um beijo. Eram cinco e trina e sete da tarde.

De lá pra cá ela mudou, eu mudei, o mundo mudou e a tal falta de enganação virou amor. Mesmo dizendo que não íamos nos apaixonar. É chegamos a esse absurdo, não nos apaixonaríamos, algo me dizia que ela já estava apaixonada e talvez sem que eu soubesse, eu também.

Nossos encontros eram em lugares diversos, passeios no Parque, na Praça, na Estação, algumas longas caminhadas na Floresta. Vimos o tempo passar várias vezes, olhando um pro outro em pontos de ônibus da cidade. Percebia a cada dia quanto eu gostava de vê-la e tê-la perto de mim. Segundo muitos, fui o seu anjo.

Segundo ela devolvi a vontade de viver.

Não passamos o Natal desse ano juntos, passamos juntos o dia 23 com alguns de meus velhos amigos. Não nos vimos no Natal, mas marcamos bem a véspera.

Repetimos a dose no Ano Novo, só nos vimos na véspera. Passada as festas de fim de ano, corríamos para os momentos que marcariam e fortaleceriam pra sempre nossa relação. No dia dois de janeiro ela me mandou uma mensagem que dizia: "Oi meu bem Deus olha por mim! (...) Estou muito muito muito feliz! Quando me ligar te explico melhor! Te adoro! Beijo na boca!", lendo isso agora percebo como era ainda tão amistoso nosso relacionamento - MEU BEM, TE ADORO - divertido isso.

Três dias depois ela estava indo para aquilo que tinha esperado a vida toda. Tinha chegado o momento mais importante da vida dela. Ela não sabia se voltaria, mas uma coisa era importante, ela queria muito voltar e eu fui a razão pra isso. Horas de desespero, sem ninguém pra me consolar, fui conversar com Deus e em prantos pedi a ele que me trouxesse de volta aquela a quem agora eu sabia que amava - difícil seria fazê-la acreditar nisso.

No dia 6 tive o meu pedido atendido, Deus apontava pra ela mais uma vez e dizia: "Agora não", recebi a notícia de que ela tinha voltado bem tarde, quando eu fui falar com ela era quase meia-noite, ela chorava e percebia ali quanto eu precisava dela. Cheguei a dizer naquele momento que a amava, mas ela não aceitava ainda.

Nesse dia ela confessava que estava APAIXONADA POR MIM... Foi difícil pra ela confessar o óbvio, é orgulhosa quanto a isso. Mas àquela altura, já era tarde de mais.

Uma semana se passou e sabe-se se lá porque ela não me deixou visita-la, passou os dias com "você", que cuidou maravilhosamente bem dela... Mas depois voltamos a nos encontrar com freqüência.

Segredos, estranhos segredos, nossos segredos...

Algumas novas mudanças em fevereiro e ela já confessava que me amava, eu fazia o mesmo, mas não tinha a mesma validade que ela, ela ainda iria se acostumar com isso.

Nesses meses em que velhos fantasmas apareciam tanto lá quanto cá, nos fortalecíamos com a força do nosso crescente amor. A vontade de estar sempre perto aumentava... Sempre havia um jeitinho pra que ficássemos juntos.

O nosso amor cresceu, ficou adulto e acreditamos nele. Somos ciumentos, muito ciumentos, aliás.

Ela ainda hoje gosta de como cuido dela - só não sei dizer se ainda é assim depois da bobagem que eu ia cometer - mas isso vai passar, sempre passa.

Cometemos erros, mas suplicamos o perdão e esperamos ser atendidos, já que na nossa ignorância o amor que sentíamos tinha alguma razão, mas não se deve falar de razão quando se trata do amor, quando é amor, o que fala é o coração. E hoje estamos ouvindo melhor, aquilo que outrora foi ignorado. No começo disso tudo fingimos que não íamos nos apaixonar, hoje sou por ela, sou dela.

E ainda hoje se alguém for ver o encontro de nós dois poderá presenciar os olhares a distância antes do encontro, o sorriso dela e a língua dele pra ela, o sorriso dele, a corrida dela para os braços dele, o pulo, o beijo - sim o beijo. Eles sempre se beijaram como se fosse a primeira vez naquele três de dezembro de dois mil e seis as cinco e trinta e sete da tarde.

E quem não puder ver, procure em algum lugar um ETA SFD...

Para: a médica e a fada

terça-feira, 17 de julho de 2007

- De encontros

Durante os nossos dias encontramos muitas pessoas, tantas que a imensa maioria delas nunca ouviu ou ouvirá falar de nós, mesmo que ela esteja ao seu lado agora. O Åŋﮊo estava em um cruzamento da cidade - no horário de pico - e teve um tempo enorme para pensar sobre isso.

Encontrar: do Latim incontrare é esbarrar com; achar; chocar-se; dar de cara com; embater-se.

É estranho como nós passamos, esbarramos, chocamos com pessoas que nunca farão a menos idéia de quem nós somos. O que é necessário para marcar um encontro? Como fazer dele o mais importante?

Olhando para fora, da janela, via passar na rua um número tão grande de pessoas que não consigo dizer nem em aproximação quantas eram, sei que eram muitas, mas gravemente não me lembro de nenhuma. A única pessoa de que me lembro era aquela que estava ao meu lado. Talvez isso aconteça porque hoje ela já não é mais uma daquelas, hoje ela já está em mim, faz parte de mim, está aqui dentro. Posso sentir.

Lembro-me perfeitamente do meu primeiro encontro com ela. Marcado por impressões que hoje não diriam metade do que somos agora. Primeiras impressões são importantíssimas, porque ela faz com que você se lembre que é impossível conhecer o caráter de alguém em um primeiro e rapidíssimo encontro, a primeira impressão nada mais é do que preconceito. Você diz o que acha sobre algo que não conhece de fato e pronto. Está tida a primeira impressão. Ela é um “chute”. Você “chuta” o que a outra pessoa é e quase nunca acerta. É lógico que existem os casos de acertos, senão seria maldade com o “alguém” que disse que a primeira impressão é a que fica. Ele não estava de todo errado, porque é apenas isso o que muitas pessoas terão; uma primeira e única impressão.

Por isso o que os outros acham de você só é importante quando a pessoa te re-conhece de verdade, caso contrário é só intriga da oposição. Andam dizendo por aí que criticas são importantes. Concordo! Mas a critica vem de quem, a pessoa conhece o assunto? Tudo bem! Mas me conhece de onde? Sabe o que passei ou fiz para chegar até ali? Não! Então, isso também é preconceito, é algo como comparar a educação pública com a educação privada no nosso país. É injusto. E o esforço, não é mais reconhecido? Cadê o respeito pelo trabalho realizado?

Dizem também que “Os fins justificam os meios”. Uma frase célebre, daquelas que as pessoas gostam de usar para justificar as suas tramelas, mas que normalmente não sabem e provavelmente nunca saberão quem foi que disse, porque disse e em que contexto.

É absurdo pensar que alguém vai passar por cima de qualquer um, para conseguir o que se deseja. Mas isso acontece e nós podemos perceber. Não há mérito na derrota, é isso que se ensina, não aprendemos a perder, já nascemos derrotados, andamos de cabeça baixa e isso faz com que nos embatamos com as pessoas que estão ao nosso redor, pelo menos é o que parece. Mas por favor, acorde para vida, a sociedade é importante, o todo é importante e não é preciso lembrar que as coisas só vão bem quando todos pensam em si e no outro ao mesmo tempo, pensar em si apenas, não faz uma boa Economia.

Cada pessoa lá fora tem um objetivo, um caminho. Os caminhos não são iguais para ninguém, mesmo aqueles que estão sentados lado a lado ou indo na mesma direção, o caminho a ser seguido vem de dentro, é escolha pessoal, não se pode deixar que outra pessoa escolha por você. Não se pode abdicar de querer, desejar. Esses caminhos não são iguais, mas às vezes, são parecidos e é nessa hora que os encontros acontecem, mas a imensa maioria vai passar, vai esbarrar e nunca fará parte do nosso cotidiano. Porém as que entrarem no seu caminho, vão fazer uma diferença enorme, serão capazes de te salvar da morte, serão capazes de tornar-se a sua razão, serão capazes de se dar completamente.

O Åŋﮊo não tem poderes, não pode mudar o mundo, porque o mundo é um bando de gente se cruzando o tempo todo sem fazer questão de quem está ao lado, entretanto o Åŋﮊo já ajudou uma vida e sabe que será ouvido sempre, porque a primeira impressão já passou e que é re-conhecido como alguém importante para essa pessoa. Todos querem reconhecimento, poucos conseguem e menos da metade sabe o que fazer com ele. Paulo de Tarso escreveu: “E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos”. O Åŋﮊo espera saber escolher o certo.

Nessas horas descubramos o que é realmente o amor.

domingo, 15 de julho de 2007

- Åŋﮊo que chora...


“Felizmente também havia exceções a isso, na maior parte das vezes quando tu sofrias em silêncio e o amor e a bondade superavam com sua força qualquer oposição e comoviam de maneira imediata. (...) Nesses momentos a gente ia se deitar e chorava de felicidade, e chora ainda agora enquanto escreve.”

Franz Kafka

Lendo uma carta de Franz ao seu pai essa semana em que ele contava várias coisas, dentre elas como ele - Kafka - se emocionava, como chorava de alegria com alguns raros acontecimentos relacionados ao pai e como chorava ainda no momento em que escrevia a carta, apenas pela lembrança do momento. O Åŋﮊo quis saber o que é isso que às vezes deixa um nó na garganta, embaça a visão e faz com que um arrepio tome conta de todo o corpo com se não fosse cessar mais.

Hoje à tarde o Åŋﮊo ouviu Elza Soares, esposa do Anjo das pernas tortas - aquele a quem acusavam ter um pacto com o Diabo, mas que concluíram que ele tinha mesmo era um acordo com Deus – cantando o Hino Nacional Brasileiro, nesse momento eu pensava como é possível a emoção, perturbar-se, abalar-se, comover-se, intensificar um sentimento...

O Åŋﮊo há muito tempo não chorava, disse pra si mesmo na tua infância que chorar não era coisa de homem, chorar pra quê? Não tinha motivo nenhum, associara o choro diretamente à dor, vergonha, tristeza... Por isso não tinha nem um motivo pra isso, sempre foi feliz, confesso, sempre. Já fui acusado por isso também, acusado por não ter nenhum problema, por ter uma família perfeita. De onde eu tiraria dor para chorar, até já quis, mas não havia lágrima e segundo minha velha concepção, não tinha nem motivo.

Quando criança chorava, chorava muito e tinha vergonha. Lembro-me de ter chorado dentro de sala de aula, por não ter conseguido acompanhar o ritmo da professora. Ela apagando e eu entrando em desespero. Antes disso lembro-me de ter chorado porque uma “tia” do jardim de infância, brincando com todas as crianças, abaixava a cabeça e fingia um choro cantado, eu chorava pedindo para que as outras crianças saíssem de perto dela.
Mas nunca um choro de felicidade, uma razão para chorar.

Entretanto isso passou, o Åŋﮊo já chora por qualquer sinal de felicidade. Algo que comova e tome conta da alma. A alma sente um ato de bondade, os olhos choram. A alma sente orgulho, os olhos choram. A alma sente dor, os olhos choram. Os olhos choram com facilidade agora, mesmo quando os olhos não choram, mas ficam no quase... o Åŋﮊo sabe que algo bom está acontecendo. O Åŋﮊo sente que aquela velha história de sentir que está vivo, contado os momentos em que se perde o fôlego, Ah! Acreditem, é a mais pura verdade.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

- Exame de Rotina

O Åŋﮊo hoje conversou com uma médica (uma hora ou outra teria que fazer isso, mas assim?) e agora está se sentindo bem ignorante. Penso que havia algo de errado, eu não entendia nada do que se passava, fui abordado, parecia uma daquelas consultas rápidas, ela faz meia dúzia de perguntas, te deixa nu e depois diz:
- Adeus!

Foi exatamente isso a ultima palavra da Doutora pro Åŋﮊo. Será que estou me preocupando à-toa?

Preocupação: do Latim praeoccupare é prender a atenção de; impressionar; dar cuidado a; tornar apreensivo; inquietar; desassossegar.

Como podemos nos ocupar com algo que não aconteceu ainda e nem sabemos se vai acontecer, mas que deixamos tomar conta? Por que perder o sossego? Por que não se relaxa ao invés de ficar procurando problema em tudo o que acontece?

A conversa parecia mesmo um consulta e como sempre só ela sabia do que se tratava, talvez eu fosse um paciente em estado terminal, já que não sabia do que se tratava, fui convidado a entrar, me fizeram perguntas, diagnosticaram e pronto, quando descobriram o que eu tinha, me mandaram de volta pra casa. A doutora disse que não me veria de novo, fiquei sem saber se por que eu estava curado ou se por que eu já não tinha mais jeito.

A doutora vinha da Holanda, era de nossa Terra, mas vinha de lá, falava coisas sobre saudade, amizade...

Lembro-me de ter perguntado sobre a razão dela ter ido pra lá, já que não havia ninguém querido lá e que os bons amigos estão aqui. Será que havia uma razão mais bela que a amizade? A doutora foi embora e me deixou pensando sobre a preocupação que ela demonstrava nas poucas palavras que ficaram.

Será que esse Åŋﮊo está doente, logo agora que desfez todo o mal entendido com a FADA, mesmo que se talvez ele nunca voltem a se falar, é como se tivessem resolvido tudo?

Falta dos amigos não é, já que falava com eles, amigos novos ela não queria, já que recusou ao convite do Åŋﮊo.

Espero que ela esteja bem e que tenha tempo pra dormir, já que passava das quatro da manhã e ela ainda estava lá acordada.

Então deixo aqui toda a minha inútil preocupação e espero que eu possa falar com ela de novo - ela me deixou confuso - e que o Adeus que ela deixou signifique um até breve e não o contrário.

Preoucupar-se é sofrer por antecipação, não existe nenhum resultado positivo quanto a estar preocupado, por isso não devemos fazer algo assim, se não podemos resolver o problema, tenhamos responsabilidade para assumir as conseqüências e entender que é importante esperar, é importante acreditar, mas como dizia o meu amigo que escreve cartas "Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade", se não tem amor, não adianta ter nada, mas se ama, tudo se resolve, o amor é o que há de mais forte em nós. Se amamos algo, lutamos por ele; creio agora, que a Doutora não me olhava como paciente e sim como culpado, ainda não sei do que. Ela é a médica que cuida da FADA. Acredito que ela ama cada paciente dela e que eu não era um deles, nunca fui, mesmo porque me sinto muito bem, então não tenho por que procurar um médico.

O problema todo é a cura: ela veio até a mim, então serei eu a doença? Não creio nisso agora, não mais, fiz algumas travessuras nos últimos dias, mas já fui perdoado de todas elas. Ter a vida por um fio, cuidar de quem não se conhece, isso é a caridade.

Médicos são como anjos da vida, preservam-na até o último fôlego. Mas o que será que andam fazendo com as próprias vidas?

- Confiança

Quando o Åŋﮊo encontrou a FADA para conversar, conversaram sobre amor, confiança, curiosidade...

Vou sentir saudades dela...

Confiança: do Latim confidentia é segurança e bom conceito que se faz de alguém.

Penso que algo não saiu certo, não atendi pedidos e não fui fiel ao pouco que me confiaram, o Åŋﮊo não atendeu pedidos e sente nesse momento culpado por algo, o que fazer da minha culpa, admito que errei, mas que não me arrependo, porque foi uma das conversas mais rápidas e gostosas que tive, essa fadinha me reanimou.

E sempre guardo minhas conversas, sempre, e releio depois, ao reler percebi, como falamos bobagens, acho que é o calor do momento, não há outra explicação...

Apreciem.

As 22:15:21 o Åŋﮊo diz:
- Oi!

Fada:
- Desculpe foi um erro.

Åŋﮊo:
- Me chama pra conversar e agora não pode falar comigo? É isso?

Fada diz:
- É. Quem é você?

Åŋﮊo:
- É um contra-senso perguntar a um fake perfil quem ele é, não?

Fada:
- Não, já que sou uma off.

Åŋﮊo:
Mas onde me encontrou?

Fada:
Encontrei você em uma off, pois acho que meu MSN está com problemas...

Åŋﮊo diz:
- Não entendi...

Fada:
- Quer dizer que add você no meu MSN off, porque ele está com problemas e capturam e-mails como contatos automaticamente...

Åŋﮊo diz:
- Hum! Ok, se for me bloquear me avise mas gostaria de ficar aqui...

Fada diz:
Só me dizendo quem é... Rsrsrs acho justo não?

Åŋﮊo:
- Não sei. Acho que não, prefiro me manter assim até que você descubra ou desista de falar comigo ou ainda me cative com o seu fake.

Fada:
- Posso contar meu fake se me falar sobre seu off, já nos conhecemos. Me diga quantos anos tem?

Åŋﮊo diz:
- Não, não tenho interesse em desvendar o teu mistério. De acordo com o orkut 87, rsrsrsrsrsrs

Fada:
- Neste caso também não vou me expor, desculpe?

Åŋﮊo:
- Pelo que? Não tem o que pedir desculpas Não por isso. Mas por favor continue a falar comigo...

Fada diz:
- ... Fica fácil pra você se manter incógnito não é?...Rsrsrs nem sua idade pode me falar?

Åŋﮊo diz:
- auarauarararueraehr Não. Eu posso ter quantos anos quiser... Quem sabe com um tempo eu te diga.

Fada:
- Não, quero agora, sou curiosa e apressada...

Åŋﮊo:
- Pressa não é a melhor coisa do mundo, para apreciar é preciso ir devagar.

Fada:
- Não quero apreciar sua idade, quero descobri-la...

Åŋﮊo:
Se eu te contar não será uma descoberta. Quantos anos acha que tenho?

Fada:
- Não pra você... Pra mim uma conquista...
Åŋﮊo:
- Poderia me responder?

Fada:
- O que?

Åŋﮊo:
- Quantos anos acha que tenho?

Fada:
- 87.

Åŋﮊo:
- Pronto, ficamos assim então, eu com 87 e você com?

Fada:
Quantos anos acha que tenho?

Åŋﮊo:
- Vou olhar se te acho primeiro, depois tento adivinhar.

Fada diz:
- Me acha onde?

Åŋﮊo:
- FADA no orkut, se tem um fake tem também um off lá, ou não?

Fada:
- Sim, mas não me encontre ok?

Åŋﮊo diz:
- Ora como assim?

Fada:
- Ora você está com toda a vantagem...

Åŋﮊo:
- Que vantagem?

Fada:
- Tem meu off, eu só tenho seu fake... Não confia em mim como uma off... Não confio em você como um fake.

Åŋﮊo:
- Ok, quando confiar no meu fake me procure, pois espero estar aqui...

Åŋﮊo:
- Beijo!

Fada:
- Quando confiar no meu off fale comigo...rsrsrsr.
Åŋﮊo diz:
- Quem é o da foto?

Fada:
- Alguém que amo, por te me ensinado a viver...rsrsrsr Meu namorado.

Åŋﮊo diz:
- Como assim ensinado a viver?

Fada:
- É uma longa estória... Já lemos seu blog ele disse que você escreve bem... Tem mais de 40 anos?

Åŋﮊo:
- O que tem o blog? O que tem se eu tiver mais de 40 anos? Não fala com idosos?

Fada:
- rsrsrsrsr... Não, é porque escreve como quem já viveu mais que eu... Então acho que tem 40 anos, estou certa?!!! Se não falasse com idosos não falaria com você, afinal tem 87, não?!!!! Rsrs

Åŋﮊo:
- Certo... Quem já viveu? De onde tirou isso?

Fada:
- De lugar nenhum... Besteira!!! Quero saber quantos anos tem, vai me falar?

Åŋﮊo:
- Não vou falar. Você escreve?

Fada diz:
- Sim.

Åŋﮊo:
- Onde?

Fada:
- Em um blog da off.

Åŋﮊo diz:
- Posso ver?

Fada:
- Não.

Åŋﮊo:
- E por que não?

Fada:
- Já disse, tem que confiar em mim pra que eu confie em você...

Åŋﮊo diz:
- Não me deixa ver por quê?

Fada diz:
- porque é meu... Sou uma off, mas você não confia em mim... Então não tenho porque confiar em você...

Fada diz:
- Quantos anos tenho? Não me respondeu.

Åŋﮊo:
- Não sei, mas saberia se pudesse te procurar.

Fada:
- Oras, não pode chutar?
Åŋﮊo diz
- Está triste?
Fada:
- às vezes, hoje não...

Åŋﮊo diz:
- Por que troca tanto as imagens do avatar?

Fada:
- Oras fiz isso uma vez.

Åŋﮊo:
- Teu namorado onde está?

Fada:
- Na casa dele, por quê?
Åŋﮊo diz:
- Ele é pequeno ou você é que é grande? Na foto têm quase a mesma altura. Belo casal!

Fada diz:
- Ele se abaixou para tirar a foto, está côncavo... Obrigada... Namora?

Åŋﮊo diz:
- Sim.
Fada:
- Há quanto tempo?

Åŋﮊo diz:
- Tempo é importante nesses casos?

Fada:
- Nunca... Apenas curiosidade...

Åŋﮊo:
- É suficiente pra saber que sou dependente dela.

Fada:
- Sei como é... Como disse precisei que ele me ensinasse a viver de novo... Sou dependente dele...

Åŋﮊo:
- Gosta de ser dependente assim?

Fada:
- Às vezes... Mas pode ser perigoso.

Åŋﮊo diz:
- Perigoso como?

Fada:
- Nunca é bom depender de alguém... Mudamos facilmente...

Åŋﮊo:
- O que quer dizer com mudar?

Fada:
- Nem todo mundo ama para sempre... O que me garante que ele me amará amanhã?

Åŋﮊo:
- E você não o amará para sempre não?

Fada:
- Eu acredito que sim, mas e ele como saberei?

Åŋﮊo diz:
- E porque se preocupa, já perguntou pra ele o que ele acha sobre? Será que ele vai te amar? Não pode viver assim... Viva com o que sente agora: Ele te ama! Sente isso não sente? Posso voltar mais tarde se estiver ocupada.

Fada:
- Não, estou vendo as novidades do orkut, falando com você, minha médica e meu namorado... Sei que ele me ama, sei também que ele já disse isso a outras e eu também disse... Assim também sei que pode mudar, compreende?

Åŋﮊo:
- Fala com sua médica agora, algo errado?

Fada:
- Falo com ela o tempo todo...

Åŋﮊo:
- É tão amiga dela assim ou precisa mesmo de atenção 24 h por dia?

Fada diz:
- Sou também amiga dela... E ela não é mais tão minha médica vamos dizer...rsrsrs Hoje ela mora na Holanda... Åŋﮊo diz:
- Menos mal, então não tem nenhum problema não é?

Fada:
- Agora não mais... Quero te comprar.

Åŋﮊo :
- Gostei da conversa mas preciso ir, não escrevo nada que gosto há 3 dias, quero ver se sai algo hoje. Comprar como?

Fada:
- Quero saber sua idade...

Åŋﮊo diz:
- Comprar como?
Fada:
- Não quer saber nada? Podemos trocar informações...rsrs

Åŋﮊo:
- O que eu quiser saber procuro, sempre fiz assim. A propósito, já te achei e achei o teu namorado também. Mas não vi nenhuma médica nos seus amigos.

Fada diz:
- Oras senhor anjo... Todos procuramos... Pode se abrir um pouco? Sabe que não devia, pedi isso... Ou tem algo a esconder?

Åŋﮊo:
- Não escondo nada, nunca escondi, só não preciso dizer. Quando quiser saber, saberá. Rsrsr

Fada:
- rsrsrsr joga bem... Mas o jogo termina aqui, gosto de você enquanto Fada... Não gosto do que escreve, meu fake gosta do seu fake... Mas não gosto de jogos... Fiz besteira e me entreguei a você, esperava alguma retribuição... Mas não tive... Desculpe... Escreva sempre, leio o que escreve ou porque quero ou porque meu namorado lê... Hoje também escrevi, estava confusa por algo que senti ontem... Escrevi... Faça isso você também... Eu lerei.

Åŋﮊo diz:
- Leia hoje então. Boa noite!

As 23:29:45 Fada disse:
- Boa noite...



Não sei hoje, o conceito que fazem de mim, mesmo porque isso é indiferente, ajudar sempre, atrapalhar jamais, estou aí, sabem como me encontrar, então, querendo isso, façam. Sou humilde, reconheci meus erros, todos sejamos também.

Lembro-me agora do amigo de Tarso que dizia em uma carta "Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos".

Gosto das cartas do meu amigo de Tarso, assim como gostei da conversa com a FADA.

terça-feira, 3 de julho de 2007

- Um instante

Hoje o Åŋﮊo se encontrou com uma "pekena" fada. Pensou que estava fazendo mais uma bela amizade, mas algo deu errado, a fada não queria um amigo novo, não sei o que ela queria, mas com certeza, ela já tinha um anjo cuidando dela...

Fada: Do Latim fata é mulher notável pela beleza, encanto, bondade ou graça.

Foi uma conversa; uma rápida conversa, foi a primeira vez que eu encontrava aquela fada, me interessei pelas coisas que ela falava. A maneira como colocava cada palavra no seu devido lugar... Sabia o que queria e porque queria.

A fada ao me encontrar perguntou quem eu era, quantos anos tinha... Então penso, porque damos atenção a pessoas estranhas. Não contei a ela quem eu era e nem quantos anos tinha, enquanto ela tentava descobrir quem eu era, eu tentava encontra-la, pra saber quem era ela. Encontrar as pessoas é tarefa simples, saber quem elas são não. A fada enquanto falava comigo, falava também com mais duas pessoas, o amor dela a quem ela disse que devia a vontade de viver e com a médica dela. Fada tem médica? Soa estranho, mas não fiquem tão preocupados como eu fiquei, a médica não esta em nossa cidade, está longe nesse momento, Holanda se eu bem me lembro, a médica agora é amiga da fada. A fada não tem nada mais. Quanto ao amor dela, parece ser um bom rapaz... Despeja declarações de amor. Da médica da fada não posso dizer nada...

Saber um pouco de alguém, por alguém ter confiando em você é gratificante, fortalece a amizade, mas que amizade? Conhecem-se há menos de 5 minutos... Quanto tempo demora a ser fazer uma boa amizade? O tempo tão relativo hoje mostra que um instante é tão importante quanto um século. Em um instante se pode tudo e não se pode nada. Só um instante, um ignorado instante. Nele foi-se a engenhosa fada, com ela a magia.

Como não me identifiquei a fada parou de falar comigo, talvez tenha aprendido com a sua mamãe que não devemos falar com estranhos, levou tão a sério, que quando voltei pra falar com ela recebi uma resposta que encerrava qualquer chance de aproximação. Talvez eu devesse ter me mostrado melhor, sem asas talvez... Mas agora não será mais possível saber, porque a "pekena" fada sumiu, não a encontro mais, penso que não sou mais bem vindo.

A primeira impressão que se tem de uma pessoa não é fundamental, o que importa é o tempo que se passa com ela, mesmo porque acho que os melhores relacionamentos não dão certo na primeira vez, porque na primeira vez se enxerga qualidades e defeitos, escolhemos com o que vamos ficar ao longo dos dias, pois se escolhemos prematuramente, estamos sujeitos a uma escolha errada.

A fada vive um belíssimo amor estampado em fotos e versos, o Åŋﮊo contente com isso, sabe que já existe um outro anjo para protegê-la. Notei que nem sempre podemos nos aproximar de quem queremos, porque pode ser que já existam pessoas que ocupem lugares que nós provavelmente nunca ocuparemos, não digo que queria ser o anjo dela, nem o médico, mas quem sabe ter alguém com quem conversar e que pudesse entender, alguém que ame como você e saiba dizer o que fazer quando alguma coisa não dá certo...

Hoje o Åŋﮊo sente que magoou alguém, pede desculpas e promete nunca mais incomodar. O Åŋﮊo não é tão velho quanto parece, apenas pensa como se já tivesse vivido muita coisa.

A abordagem do vendedor, a abordagem do namorador, a abordagem da criança na vitrine enquanto é segurado pela mão, tudo em um instante, um instante que foi minuciosamente estudado, para que pudesse ser muito bem executado...

Assim, passada as histórias de fada e nobres amores, pensem sobre o primeiro e o último instante. Nele podemos ser felizes, fazer outros felizes e podemos também perder tudo isso. É desse modo que desejo que esse seja sempre o melhor instante.

...ao acaso