terça-feira, 17 de julho de 2007

- De encontros

Durante os nossos dias encontramos muitas pessoas, tantas que a imensa maioria delas nunca ouviu ou ouvirá falar de nós, mesmo que ela esteja ao seu lado agora. O Åŋﮊo estava em um cruzamento da cidade - no horário de pico - e teve um tempo enorme para pensar sobre isso.

Encontrar: do Latim incontrare é esbarrar com; achar; chocar-se; dar de cara com; embater-se.

É estranho como nós passamos, esbarramos, chocamos com pessoas que nunca farão a menos idéia de quem nós somos. O que é necessário para marcar um encontro? Como fazer dele o mais importante?

Olhando para fora, da janela, via passar na rua um número tão grande de pessoas que não consigo dizer nem em aproximação quantas eram, sei que eram muitas, mas gravemente não me lembro de nenhuma. A única pessoa de que me lembro era aquela que estava ao meu lado. Talvez isso aconteça porque hoje ela já não é mais uma daquelas, hoje ela já está em mim, faz parte de mim, está aqui dentro. Posso sentir.

Lembro-me perfeitamente do meu primeiro encontro com ela. Marcado por impressões que hoje não diriam metade do que somos agora. Primeiras impressões são importantíssimas, porque ela faz com que você se lembre que é impossível conhecer o caráter de alguém em um primeiro e rapidíssimo encontro, a primeira impressão nada mais é do que preconceito. Você diz o que acha sobre algo que não conhece de fato e pronto. Está tida a primeira impressão. Ela é um “chute”. Você “chuta” o que a outra pessoa é e quase nunca acerta. É lógico que existem os casos de acertos, senão seria maldade com o “alguém” que disse que a primeira impressão é a que fica. Ele não estava de todo errado, porque é apenas isso o que muitas pessoas terão; uma primeira e única impressão.

Por isso o que os outros acham de você só é importante quando a pessoa te re-conhece de verdade, caso contrário é só intriga da oposição. Andam dizendo por aí que criticas são importantes. Concordo! Mas a critica vem de quem, a pessoa conhece o assunto? Tudo bem! Mas me conhece de onde? Sabe o que passei ou fiz para chegar até ali? Não! Então, isso também é preconceito, é algo como comparar a educação pública com a educação privada no nosso país. É injusto. E o esforço, não é mais reconhecido? Cadê o respeito pelo trabalho realizado?

Dizem também que “Os fins justificam os meios”. Uma frase célebre, daquelas que as pessoas gostam de usar para justificar as suas tramelas, mas que normalmente não sabem e provavelmente nunca saberão quem foi que disse, porque disse e em que contexto.

É absurdo pensar que alguém vai passar por cima de qualquer um, para conseguir o que se deseja. Mas isso acontece e nós podemos perceber. Não há mérito na derrota, é isso que se ensina, não aprendemos a perder, já nascemos derrotados, andamos de cabeça baixa e isso faz com que nos embatamos com as pessoas que estão ao nosso redor, pelo menos é o que parece. Mas por favor, acorde para vida, a sociedade é importante, o todo é importante e não é preciso lembrar que as coisas só vão bem quando todos pensam em si e no outro ao mesmo tempo, pensar em si apenas, não faz uma boa Economia.

Cada pessoa lá fora tem um objetivo, um caminho. Os caminhos não são iguais para ninguém, mesmo aqueles que estão sentados lado a lado ou indo na mesma direção, o caminho a ser seguido vem de dentro, é escolha pessoal, não se pode deixar que outra pessoa escolha por você. Não se pode abdicar de querer, desejar. Esses caminhos não são iguais, mas às vezes, são parecidos e é nessa hora que os encontros acontecem, mas a imensa maioria vai passar, vai esbarrar e nunca fará parte do nosso cotidiano. Porém as que entrarem no seu caminho, vão fazer uma diferença enorme, serão capazes de te salvar da morte, serão capazes de tornar-se a sua razão, serão capazes de se dar completamente.

O Åŋﮊo não tem poderes, não pode mudar o mundo, porque o mundo é um bando de gente se cruzando o tempo todo sem fazer questão de quem está ao lado, entretanto o Åŋﮊo já ajudou uma vida e sabe que será ouvido sempre, porque a primeira impressão já passou e que é re-conhecido como alguém importante para essa pessoa. Todos querem reconhecimento, poucos conseguem e menos da metade sabe o que fazer com ele. Paulo de Tarso escreveu: “E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos”. O Åŋﮊo espera saber escolher o certo.

Nessas horas descubramos o que é realmente o amor.

Um comentário:

  1. Bem eu pedi que escreve sobre amor...
    Acho que relampejou o assunto quem sera esse ser que agora existe dentro de vc?!!!

    O texto fala sobre primeiras impressões...

    Não vou comentar a que tenho de vc..rsrsrs

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...ao acaso