quarta-feira, 4 de julho de 2007

- Exame de Rotina

O Åŋﮊo hoje conversou com uma médica (uma hora ou outra teria que fazer isso, mas assim?) e agora está se sentindo bem ignorante. Penso que havia algo de errado, eu não entendia nada do que se passava, fui abordado, parecia uma daquelas consultas rápidas, ela faz meia dúzia de perguntas, te deixa nu e depois diz:
- Adeus!

Foi exatamente isso a ultima palavra da Doutora pro Åŋﮊo. Será que estou me preocupando à-toa?

Preocupação: do Latim praeoccupare é prender a atenção de; impressionar; dar cuidado a; tornar apreensivo; inquietar; desassossegar.

Como podemos nos ocupar com algo que não aconteceu ainda e nem sabemos se vai acontecer, mas que deixamos tomar conta? Por que perder o sossego? Por que não se relaxa ao invés de ficar procurando problema em tudo o que acontece?

A conversa parecia mesmo um consulta e como sempre só ela sabia do que se tratava, talvez eu fosse um paciente em estado terminal, já que não sabia do que se tratava, fui convidado a entrar, me fizeram perguntas, diagnosticaram e pronto, quando descobriram o que eu tinha, me mandaram de volta pra casa. A doutora disse que não me veria de novo, fiquei sem saber se por que eu estava curado ou se por que eu já não tinha mais jeito.

A doutora vinha da Holanda, era de nossa Terra, mas vinha de lá, falava coisas sobre saudade, amizade...

Lembro-me de ter perguntado sobre a razão dela ter ido pra lá, já que não havia ninguém querido lá e que os bons amigos estão aqui. Será que havia uma razão mais bela que a amizade? A doutora foi embora e me deixou pensando sobre a preocupação que ela demonstrava nas poucas palavras que ficaram.

Será que esse Åŋﮊo está doente, logo agora que desfez todo o mal entendido com a FADA, mesmo que se talvez ele nunca voltem a se falar, é como se tivessem resolvido tudo?

Falta dos amigos não é, já que falava com eles, amigos novos ela não queria, já que recusou ao convite do Åŋﮊo.

Espero que ela esteja bem e que tenha tempo pra dormir, já que passava das quatro da manhã e ela ainda estava lá acordada.

Então deixo aqui toda a minha inútil preocupação e espero que eu possa falar com ela de novo - ela me deixou confuso - e que o Adeus que ela deixou signifique um até breve e não o contrário.

Preoucupar-se é sofrer por antecipação, não existe nenhum resultado positivo quanto a estar preocupado, por isso não devemos fazer algo assim, se não podemos resolver o problema, tenhamos responsabilidade para assumir as conseqüências e entender que é importante esperar, é importante acreditar, mas como dizia o meu amigo que escreve cartas "Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade", se não tem amor, não adianta ter nada, mas se ama, tudo se resolve, o amor é o que há de mais forte em nós. Se amamos algo, lutamos por ele; creio agora, que a Doutora não me olhava como paciente e sim como culpado, ainda não sei do que. Ela é a médica que cuida da FADA. Acredito que ela ama cada paciente dela e que eu não era um deles, nunca fui, mesmo porque me sinto muito bem, então não tenho por que procurar um médico.

O problema todo é a cura: ela veio até a mim, então serei eu a doença? Não creio nisso agora, não mais, fiz algumas travessuras nos últimos dias, mas já fui perdoado de todas elas. Ter a vida por um fio, cuidar de quem não se conhece, isso é a caridade.

Médicos são como anjos da vida, preservam-na até o último fôlego. Mas o que será que andam fazendo com as próprias vidas?

2 comentários:

  1. Oi Anjo!
    Precisamos conversar nao é mesmo?
    Da ultima vez fiquei meio que aborrecida por um comentário,me desculpe!
    Espero que esteja tudo bem e nao grila com o que a médica pode ter deixado transparecer,as melhores coisas acontecem nos piores momentos!Nada é p/ sempre!
    Te adoro...
    e me desculpe de novo!

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  2. Ta sumido o anjo...

    Por onde andas meu anjo?!!!

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