"Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita. Será que teve uma precursora? Sim, de fato teve. Na verdade, talvez jamais teria existido uma Lolita se, em certo verão, eu não houvesse amado uma menina primordial. Num principado à beira-mar. Quando foi isso? Cerca de tantos anos antes de Lolita haver nascido quantos eu tinha naquele verão. Ninguém melhor do que um assassino para exibir um estilo floreado. Senhoras e senhores membros do júri, o item número um da acusação é aquilo que invejavam os serafins - os desinformados e simplórios serafins de nobres asas. Vejam este emaranhado de espinhos. "
Vladimir Nabokov
Não li o romance. Não sei se lamento ou não. Assisti ao filme. Talvez não tenha dado a devida atenção a ele. Sei que não lamento. Lolita é um nome que tem segredos, tem medos, tem angústias. Ao contrário do que pensava, não é forte, talvez a pessoa que carregue também não seja... é apenas um talvez.
Lolita: é diminutivo de Dolores que quer dizer dores, pesares.
Ela apareceu um dia de manhã quando eu e a Fada ainda éramos só amigos (hoje somos mais que amigos), ela me impressionou com a força das palavras e juro, achei que seria uma amiga nova. Mas ao contrário disso ela começou a me jogar contra a Fadinha, não sabia porque, não entendia, mas ela fazia e cada vez mais veemente... E encontrei apenas uma palavra pra isso. Mas lógico, ela não concorda com nada que digo. Nem com o que sou, ou faço.
Ela me confidencia algumas coisas esporadicamente... me faz perguntas, me persegue... e foge. Sente-se culpada, assume a culpa, pede perdão e foge. Mas ultimamente tem encontrado a paz (pelo menos espero). Acredito que ela, assim como a antiga amiga, viveram a história de Dolores. E lamento muito por isso, mesmo sem conhece-lo, lamento profundamente. Isso não se faz.
Ela tem uma maneira estranha de resolver as coisas, provoca, tenta fazer por bem, mas magoa e muito. Nunca a vi e nem quero fazer isso, prefiro assim. Ela já foi amiga da Fada, mas não soube preservar isso. Gosta da Fada, eu sei, mas é meio estabanada com essas coisas. Ela se preocupou com o sofrimento alheio, tinha razão, lia isso nas entrelinhas, eu não sabia, mas faço o melhor que posso e acredite, se não for eu, quem será? Conversamos e ela tinha medo, preocupada, procurava uma solução... encontrou... Decidiu pela vida. Parabéns, sinceramente. Sabe que temi por essa vida, assim como temo pela verdade desse relacionamento que me descreve. Espero hoje, que assim como errei no primeiro, esteja errado no segundo também.
LøLµT@ é vaidosa, fala isso aos quatro cantos, sem pestanejar, a Fada confirma essa beleza, já me disse isso e creio que a Doutora também, mas a isso o amigo das cartas diria: "Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera? Nós que esperamos o que não vemos, é em paciência que o aguardamos."
Uma vaidade que me assustou, não entendia a razão para aquela maneira de se tratar, realmente não precisava disso... me enganou algumas vezes, algumas não, várias, confesso que é esperta... mas ainda acredito que ela tem jeito. Não acredito que ela possa ser tão má quanto aparenta, afinal de contas LøLµT@é seu nome, e ela carrega a inocência consigo.
Se perdeu a inocência, não há como encontrar, inocência é coisa que quebra e não há como juntar os pedaços, espero apenas que ela recupere o juízo, e que tenha responsabilidade, considerando que terá uma logo em breve que merece cuidado.
Me recordo do dia em que conversamos, você, a Fada, o teu Professor e eu. O que foi aquilo? Troca de ofensas, vi vocês brigarem por nada, vi a Fadinha rindo pelas respostas que eu te dava. O susto ao descobrir que realmente estávamos juntos... Por que as coisas são assim? Por que nos tratamos assim? Talvez tudo isso nem interesse mais, mas aprenda uma coisa, não me esqueço de nada que tenha dito por isso diga coisas boas e será recompensada, não por mim, mas por alguém que é maior que nós todos. Dias atrás quando voltamos a nos falar, fiz isso pensando em tentar entender por que você fazia o que eu chamava de "maldades", não entendo ainda, mas já sei que sabia mais que eu. Quando conversamos naquele dia me senti mal por ter voltado a falar contigo e tu não tinha mudado nem um pouco, não aprendeu nada e não existe diferença no que digo, nunca.
15/8/2007 01:37:32 LøLµT@ diz: e não consegue, mude uma opinião e mudará a minha...
15/8/2007 01:38:38 Åŋﮊo diz: não vou fazer nada... vou ver todo mundo quebrar a cara, como estão fazendo aos pouquinhos...
Lutei e venci, luto e procuro a vitória sempre, tu foi minha adversária várias vezes... Contra ti não venci, tivemos tréguas... Sem fazer nada consegui e agora? Eu mesmo respondo, tu volta e faz as mesmas perguntas de sempre, porque nunca vou te convencer e criamos esse hábito terrível de não acreditar em nada do que dissemos, espero mesmo poder ter outra conversa sem tocar nesses assuntos que nos tornam o que nos tornamos.
O Åŋﮊo rezou pelo fruto do teu ventre, porque temia o pior, considerando a maneira que tu me contou, mas agora rezo pra que esse fruto seja amado e que receba uma educação que o torne humilde... A arrogância tu anda não perdeu. Não sei o que sinto por ti. Mas acredite, não quero o mal, quero o bem.
Lutei e venci, luto e procuro a vitória sempre, tu foi minha adversária várias vezes... Contra ti não venci, tivemos tréguas... Sem fazer nada consegui e agora? Eu mesmo respondo, tu volta e faz as mesmas perguntas de sempre, porque nunca vou te convencer e criamos esse hábito terrível de não acreditar em nada do que dissemos, espero mesmo poder ter outra conversa sem tocar nesses assuntos que nos tornam o que nos tornamos.
O Åŋﮊo rezou pelo fruto do teu ventre, porque temia o pior, considerando a maneira que tu me contou, mas agora rezo pra que esse fruto seja amado e que receba uma educação que o torne humilde... A arrogância tu anda não perdeu. Não sei o que sinto por ti. Mas acredite, não quero o mal, quero o bem.
E eu realmente não sei de onde vem a bondade da Fada, mas não creio que seja humilhação, creio mais na lembrança do relacionamento que já foi amistoso um dia.
E vou guardar o dia em que tu cantou o Telegrama do Zeca... Vi uma pessoa boa naquele dia. Prefiro acreditar nessa LøLµT@ pra cuidar da Clara ou de quem quer que venha por aí.
Achei que quando fosse falar de mim me avisaria...
ResponderExcluirOu mesmo me enviaria uma copia vejo que não...
Persisto mude uma opinião e mudará a minha...
Espero que esse "amor" dure o suficiente ao menos...