“Poderíamos trocar beijos que seriam cheios de carinho e sedução e sem enganação porque ambos conhecem a verdade. Não sei mais por onde caminhar...”.
Recebi essa mensagem às duas horas e treze minutos da madrugada do dia três de dezembro de dois mil e seis.
Amor: do Latim amore é a viva afeição que nos impele para o objeto dos nossos desejos; inclinação da alma e do coração; objeto da nossa afeição; paixão; afeto; inclinação exclusiva.
Essa era a confirmação do desejo dela. Eu era o objeto dela. Nesse dia ficamos. Ficamos de tarde até a noite. Ela de bota, short preto, um cinto que ela havia acabado de ganhar (que por sinal não se parecia nada com ela), camiseta - da segunda cor que ela mais gosta - brincos, anéis, batom, maquiagem e um beijo. Isso, eu a vi de longe, caminhei na direção dela, disse oi e dei um beijo. Eram cinco e trina e sete da tarde.
De lá pra cá ela mudou, eu mudei, o mundo mudou e a tal falta de enganação virou amor. Mesmo dizendo que não íamos nos apaixonar. É chegamos a esse absurdo, não nos apaixonaríamos, algo me dizia que ela já estava apaixonada e talvez sem que eu soubesse, eu também.
Nossos encontros eram em lugares diversos, passeios no Parque, na Praça, na Estação, algumas longas caminhadas na Floresta. Vimos o tempo passar várias vezes, olhando um pro outro em pontos de ônibus da cidade. Percebia a cada dia quanto eu gostava de vê-la e tê-la perto de mim. Segundo muitos, fui o seu anjo.
Segundo ela devolvi a vontade de viver.
Não passamos o Natal desse ano juntos, passamos juntos o dia 23 com alguns de meus velhos amigos. Não nos vimos no Natal, mas marcamos bem a véspera.
Repetimos a dose no Ano Novo, só nos vimos na véspera. Passada as festas de fim de ano, corríamos para os momentos que marcariam e fortaleceriam pra sempre nossa relação. No dia dois de janeiro ela me mandou uma mensagem que dizia: "Oi meu bem Deus olha por mim! (...) Estou muito muito muito feliz! Quando me ligar te explico melhor! Te adoro! Beijo na boca!", lendo isso agora percebo como era ainda tão amistoso nosso relacionamento - MEU BEM, TE ADORO - divertido isso.
Três dias depois ela estava indo para aquilo que tinha esperado a vida toda. Tinha chegado o momento mais importante da vida dela. Ela não sabia se voltaria, mas uma coisa era importante, ela queria muito voltar e eu fui a razão pra isso. Horas de desespero, sem ninguém pra me consolar, fui conversar com Deus e em prantos pedi a ele que me trouxesse de volta aquela a quem agora eu sabia que amava - difícil seria fazê-la acreditar nisso.
No dia 6 tive o meu pedido atendido, Deus apontava pra ela mais uma vez e dizia: "Agora não", recebi a notícia de que ela tinha voltado bem tarde, quando eu fui falar com ela era quase meia-noite, ela chorava e percebia ali quanto eu precisava dela. Cheguei a dizer naquele momento que a amava, mas ela não aceitava ainda.
Nesse dia ela confessava que estava APAIXONADA POR MIM... Foi difícil pra ela confessar o óbvio, é orgulhosa quanto a isso. Mas àquela altura, já era tarde de mais.
Uma semana se passou e sabe-se se lá porque ela não me deixou visita-la, passou os dias com "você", que cuidou maravilhosamente bem dela... Mas depois voltamos a nos encontrar com freqüência.
Segredos, estranhos segredos, nossos segredos...
Algumas novas mudanças em fevereiro e ela já confessava que me amava, eu fazia o mesmo, mas não tinha a mesma validade que ela, ela ainda iria se acostumar com isso.
Nesses meses em que velhos fantasmas apareciam tanto lá quanto cá, nos fortalecíamos com a força do nosso crescente amor. A vontade de estar sempre perto aumentava... Sempre havia um jeitinho pra que ficássemos juntos.
O nosso amor cresceu, ficou adulto e acreditamos nele. Somos ciumentos, muito ciumentos, aliás.
Ela ainda hoje gosta de como cuido dela - só não sei dizer se ainda é assim depois da bobagem que eu ia cometer - mas isso vai passar, sempre passa.
Cometemos erros, mas suplicamos o perdão e esperamos ser atendidos, já que na nossa ignorância o amor que sentíamos tinha alguma razão, mas não se deve falar de razão quando se trata do amor, quando é amor, o que fala é o coração. E hoje estamos ouvindo melhor, aquilo que outrora foi ignorado. No começo disso tudo fingimos que não íamos nos apaixonar, hoje sou por ela, sou dela.
E ainda hoje se alguém for ver o encontro de nós dois poderá presenciar os olhares a distância antes do encontro, o sorriso dela e a língua dele pra ela, o sorriso dele, a corrida dela para os braços dele, o pulo, o beijo - sim o beijo. Eles sempre se beijaram como se fosse a primeira vez naquele três de dezembro de dois mil e seis as cinco e trinta e sete da tarde.
E quem não puder ver, procure em algum lugar um ETA SFD...
Para: a médica e a fada
A mais linda historia que já li...
ResponderExcluirEspero que esse amor dure e supere tudo e todos que possam atraalhar pelo caminho...
Não sou de ficar visitando esses tipos de site, mas no blog na Nanda faço visitas regulares e vi esse blog lá... O que ela lê??
ResponderExcluirDescobri que ela lê a própria estoria se não estou errado, e muito bem narrada pos acaso...
Desejo sorte...
Amo essa estoria cada pedacinho dela...
ResponderExcluirComo amo vc...
Cada detalhe cada palavra...
É a certeza do amor que tenho...
Bela estoria de amor!!! ousaria me dizer se ela é real?!!!
ResponderExcluirSó pra contar que não me canso de me lembrar...
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